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Sistemas de auto abastecimento
Depois das canetas tinteiro terem se tornado populares, começou a corrida para aperfeiçoar os modelos existentes. A melhoria mais avidamente procurada era uma maneira mais prática de abastecer a caneta com tinta. Utilizar um conta gotas era extremamente incômodo e muito pouco prático. A solução óbvia era fazer do conta gotas uma parte da caneta, por assim dizer.

A solução para isso foi desenhar uma caneta que continha em seu interior um pequeno balão de borracha. Quando o balão era apertado, o ar era expelido, quando ele era liberado em seqüência a tinta era sugada para o seu interior.

Esse princípio de auto abastecimento, com inúmeras variações, se tornou a solução adotada por todos os fabricantes. A principal diferença entre essas variações estava na maneira como o balão era comprimido.

Alguns fabricantes tomaram o caminho mais fácil e simplesmente fizeram um corte ao longo do corpo da caneta. Tudo que era preciso fazer para comprimir o reservatório de tinta era colocar uma moeda pela abertura. A Waterman lançou um modelo usando essa idéia, que vinha acompanhado de uma moeda feita especialmente para isso.

A companhia americana Conklin foi mais longe com essa idéia e em 1897 incorporou uma peça semicircular de metal nessa abertura, uma espécie de moeda embutida. Através de um anel de segurança, esse "crescente", como Conklin o chamava, podia ser travado contra operação acidental. Esse sistema teve sucesso pela praticidade que apresentava, apesar do design um pouco estranho da caneta. Porém, quando sistemas melhores foram desenvolvidos ele caiu no esquecimento.

Os dois principais sistemas que vieram revolucionar o mercado foram o de alavanca inventado por Walter Sheaffer em 1908 e o de botão lançado pela Parker alguns anos depois.

O sistema de botão incorporava uma mola que se dobrava quando o botão na extremidade da caneta era pressionado. Uma chapa estreita de metal colocada no meio da mola pressionava o balão. O sistema de alavanca, entretanto, empregava um conceito diferente: um corte ao longo do corpo da caneta era feito para acomodar uma alavanca móvel. Quando a alavanca era puxada para fora, o balão era comprimido, assim como no sistema de botão, por uma pequena chapa de metal acoplada à alavanca por uma dobradiça.

Muitos outros sistemas foram lançados por diferentes fabricantes, mas nenhum teve tanto sucesso quanto esses dois. O sistema de alavanca da Sheaffer predominou durante as década de dez e vinte, sendo adotado por quase todos os fabricantes, exceto a Parker, que teve sucesso com seu sistema de botão.

Esses dois sistemas permanecem como as únicas alternativas existentes no mercado até o início da década de 30, quando começam a surgir novos sistemas de auto abastecimento.
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