|
|
 |
|
 |
| |
|
Primeiras
Canetas
|
Estamos
no final do século XVIII e a idéia de substituir as penas
de ganso por instrumentos manufaturados finalmente surgiu.
As penas de metal surgem e são utilizadas com relativo
sucesso, apesar das penas de ave ainda continuarem a predominar
como o mais popular instrumento de escrita.
Essas penas de metal eram conectadas a uma barra de madeira
para manuseio; esta parte que se tornaria o corpo da caneta
podia ser extremamente simples ou entalhada elaboradamente.
Claro que as penas sólidas iniciais apresentavam o problema
de absorver apenas uma pequena quantidade de tinta, era
necessário estar constantemente interrompendo a escrita
para mergulhá-las novamente. Além disso, aqueles que já
utilizaram esse tipo de caneta para escrever sabem que
é extremamente difícil fazer traços uniformes com elas,
a tinta muitas vezes borra e mancha o papel.
A idéia de desenvolver uma caneta que contivesse tinta
dentro de seu corpo surge imediatamente, porém é necessário
que mais um século se passe antes que essa idéia se concretize.
Em 1809, um inventor chamado Folsch patenteia uma caneta
com um reservatório de tinta que continha uma válvula
na extremidade para controlar o fluxo da tinta, mas essa
invenção fracassa.
O grande problema era que a tinta usada na época não era
suficientemente fluida para passar pela abertura estreita.
Ela continha uma grande variedade de corpos sólidos que
não causavam nenhum problema quando a caneta tinha sua
pena mergulhada na tinta, mas que entupiam a abertura
da caneta de Folsch. A invenção da caneta fica vinculada
à invenção de uma tinta adequada. Corantes vegetais dissolvidos
em água eram absorvidos muito rapidamente pelo papel e
deixavam manchas ou invés de traços. Metais dissolvidos
em ácidos secavam rapidamente e deixavam uma escrita adequada,
mas muitas vezes corroíam o papel e até mesmo a pele do
usuário.
Por volta de 1860 chegou-se a uma tinta que escrevia corretamente,
não manchava e não desbotava, mas que ainda era corrosiva
demais para as penas de ferro com o uso prolongado. Penas
de ouro passaram a ser usadas por esse metal ser resistente
à corrosão por ácidos, porém o ouro tem baixa resistência
mecânica e se desgasta com facilidade pelo atrito com
o papel. As penas passaram a incorporar irídio, um metal
bastante resistente à corrosão e atrito, que se funde
facilmente com o ouro e que mostra um belo acabamento
quando polido.
Penas de ouro com ponta de irídio eram produzidas nos
anos 1880, e a tecnologia para a produção de canetas-tinteiro
estava amadurecida. Em 1884, Lewis E. Waterman patenteou
sua caneta, e é considerado por muitos como o pai da caneta
tinteiro. Existe também uma corrente que atribui a Santos
Dumond a invenção da caneta tinteiro, o patrono da nossa
aviação registrou diversas patentes durante sua vida.
Claro que a literatura estrangeira não registra isso,
já que não lhe concede nem mesmo a invenção do avião,
atribuindo-a aos irmãos Wright.
As canetas tinteiro se tornam rapidamente populares, e
são produzidas em diversos materiais.
Logo elas são aperfeiçoadas com a invenção de sistemas
de auto abastecimento.
|
| voltar |
|
|
 |
|
 |
|
|
|