| Iniciada
a produção em massa de canetas tinteiro, o material
mais utilizado foi a borracha vulcanizada. Era um
produto industrial facilmente disponível, e tinha
a dureza e leveza necessárias. As canetas produzidas
até o início do século XX eram quase que exclusivamente
desse material, e em sua esmagadora maioria pretas.
Cores diferentes são encontradas nas canetas dessa
época geralmente nos acabamentos de metal, como
ouro e prata, que eram aplicados em alguns modelos.
Existem também canetas desse período de borracha
vermelha e de tons de madeira, mas são uma minoria.
A
Waterman produziu muitas canetas de borracha vulcanizada
trabalhada no que foi chamado de "ripple
patern". A palavra "ripple" se
refere às pequenas ondas que se formam na superfície
da água quando agitada, e esse padrão era desenhado
de maneira a lembrar água em movimento, criando
um efeito muito bonito.
Outros
materiais foram pesquisados para substituir a
borracha, mas de início não houve muito sucesso.
A Parker lançou canetas em um material chamado
Galalith, que era, por mais estranho que possa
parecer, um derivado do leite. Essas canetas,
da linha Ivorite, eram muito belas quando novas,
mas o material se deteriorava com rapidez e a
idéia acabou sendo abandonada.
A
Sheaffer foi a primeira companhia a lançar canetas
de plástico. Os primeiros modelos não tiveram
muito sucesso pelos plásticos usados serem muito
sensíveis a mudanças de temperatura, dilatando
ou contraindo com facilidade. Com o avanço da
tecnologia, porém, chegou-se a plásticos que eram
mais adequados à manufatura de canetas. Usando
nitrato de celulose, as primeiras canetas de plástico
bem sucedidas foram lançadas em 1924. Como o nome
nitrato de celulose (também chamado piroxilina)
não tem muito apelo comercial, a Sheaffer chamou
o material de "Radite". Esse plástico,
além de não sofrer efeitos visíveis com a mudança
de temperatura, era extremamente durável e resistente.
Quando a Parker lança a sua linha Duofold usando
o mesmo material (dessa vez chamado "Permanite",
com certeza evocando a qualidade de permanência
e durabilidade), a campanha publicitária inclui
aviões que percorrem os Estados Unidos de cidade
em cidade lançando canetas para demonstrar que
elas não quebravam mesmo quando lançadas de 1000
metros de altura.
O
nitrato de celulose se torna o principal material
para a fabricação de canetas durante as décadas
de 20 e 30. Além da grande durabilidade, o material
acrescenta inúmeras cores às canetas antes produzidas
quase sempre em preto.
A
partir da década de 40, surgem grandes inovações
nos tipos de plástico disponíveis. Nitrato de
celulose, assim como a borracha vulcanizada, não
pode ser moldado, e as canetas eram produzidas
cortando-se grandes tubos e bastões ou colando-se
folhas do material na forma cilíndrica desejada.
Surgem então plásticos moldáveis, que são produzidos por injeção em moldes, o que reduziu bastante
o custo de fabricação das canetas. Um exemplo
notável de uma das primeiras canetas produzidas
assim é a Parker 51, lançada em 1941. Além de
inúmeras inovações em design e funcionalidade,
também o material dessa caneta clássica era diferente
do que se usara até então.
Hoje
em dia as canetas são produzidas em uma enorme
variedade de materiais, na maioria plásticos ou
metais, muitas vezes recobertos por acabamentos
diversos (laca, resina, matte, tinta e muitos
outros).
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